Semana passada tivemos o Hospital Tour. Uma das parteiras mostra toda a maternidade para um grupo de papais de mamães, desde a área de visitantes até a sala de parto. Saímos de lá bem felizes e satisfeitos.
Infelizmente eu não tenho nenhuma foto, então darei o máximo de detalhes possível para vocês conseguirem imaginar. Também já comentei que aqui na Austrália eles fazem de tudo para que a gravidez e o parto sejam o mais natural possível, tendo intervenção médica somente se necessário. Por isso as mulheres dão à luz em um quarto ao invés de ficarem numa sala de parto com cara de hospital. Conforto e liberdade em primeiro lugar. Todos os quartos são particulares, grandes e possuem tudo que a grávida possa querer e precisar durante o trabalho de parto:
- cama
- poltrona
- TV
- caixinhas de som para o celular / laptop / tablet... eles aconselham levarmos nossa playlist com músicas que relaxam e nos deixam felizes.
- banheira
- bola de ginástica
- chuveiro
Ao mostrar cada parte do quarto, a parteira foi demonstrando algumas posições para o parto também. Tirando a cesariana, eles dão todas as opções possíveis para você escolher a que acha melhor para você e seu bebê. E eles também dão várias opções para a dor além da peridural (tópico para um próximo post). A escolha de quem vai ficar no quarto também é da mulher.
Assim que nasce, o bebê fica em contato com a mãe pele a pele, até que ele, naturalmente, pegue o peito para mamar. As parteiras ajudam com relação à pega correta e, depois de um tempo que o bebê amamentou, ambos são enviados para o pós-parto.
São três tipos de sala pós-parto:
- individual, com cama de casal
- individual, com cama de solteiro e banheiro conjunto com o quarto ao lado
- compartilhado com mais uma mamãe (eles só colocam duas mamães no mesmo quarto quando todos os outros já estão ocupados)
Mesmo no pós-parto o bebê fica o tempo todo com a mãe, que pode autorizar até dois visitantes por vez.
Se tudo ocorrer tranquilamente, sem complicações, mamãe e bebê são enviados para casa. Isso pode acontecer até em menos de 24h.
Ainda não sei exatamente o processo após a volta para casa, mas sei que uma parteira do hospital faz algumas visitas na sua casa para checar a saúde de ambos, bem como a amamentação.
Assim como qualquer grávida, estou preocupadíssima com relação às dores (até porque já sentimos diversas dores durante a gravidez. A dor das contrações é inimaginável para mim, mesmo tendo 7 tatuagens e já tendo passado por crise de pedra no rim), pensar em ter um parto naturalizado é lindo e amedrontador ao mesmo tempo. Mas saber que eu tenho toda a liberdade de escolha se eu quiser tomar anestesia e ver o conforto do quarto onde darei à luz me deixa um pouco mais tranquila e infinitamente feliz.

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