quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MENOS JULGAMENTO, MAIS TROCA DE EXPERIÊNCIAS E IDEIAS!

Passando pelo Facebook vejo um vídeo do bebê de uma conhecida. Na hora penso "ah, que fofo, vamos ver!" e, depois de 2 segundos de vídeo penso "nossa, ele está com um garfo na mão, que perigo!". Foi então que eu resolvi ler a legenda do vídeo. "Esse é um garfo especialmente feito para bebês e não oferece perigo algum". É... ela já sabia que seria julgada.

Quem nunca julgou uma mãe, mesmo que inocentemente e sem querer realmente julgá-la? 

Pessoas sem filhos julgando pais existem de monte. Até aí é só pensarmos "espera você ter um filho". O problema é quando uma mãe julga a outra. 

Toda mãe sabe o quão cansativo é ter um filho. Toda mãe sabe o que é usar uma chupeta ou uma televisão para conseguir alguns minutinhos de silêncio e poder descansar e respirar um pouco. E toda mãe sabe o que é ser julgada. 

Como escrevi no último post, comecei a ouvir diversas opiniões diferentes sobre como eu deveria criar o meu bebê. Algumas pessoas falando que eu estava certa no que eu estava fazendo, outras pessoas falando que eu deveria fazer de outra forma. Isso acabou me deixando nervosa e achando que eu estava fazendo tudo errado, que eu não era uma boa mãe.

Agora que estou me sentindo um pouco melhor, já consigo falar para mim mesma que a melhor coisa é eu seguir a minha intuição e fazer sempre o meu melhor. 

Mães, ao invés de julgarmos umas às outras, que tal nos unirmos? Só nós sabemos a dificuldade e a delícia que é ser mãe. Cada mãe sabe o que é melhor para o seu filho, mas é possível desabafarmos, trocarmos experiências e dividirmos ideias. Sem julgamento. Cada um é cada um. Eu não sou uma mãe perfeita e nem conseguirei ser. Errarei, acertarei e criarei meus filhos do jeito que eu (e meu marido) acho certo. E isso é válido para todas as outras mães.

A lição de casa que o meu terapeuta passou essa semana foi escrever 3 coisas por dia que eu fiz que me fazem ser uma boa mãe. Convido todas as mamães a fazerem esse exercício. Nós merecemos! 

Sintam o meu abraço. ^^

No bônus de hoje... meu nadador! <3


2 comentários:

  1. Engraçado Thé, eu estava refletindo sobre isso essa semana. O quanto é difícil para o ser humano não julgar não só entre diferentes (mãe e não mãe) como entre iguais (mãe e mãe, por exemplo). A minha maior preocupação como educadora sempre foi me esforçar para julgar o mínimo possível, pois cada família tem o direito de viver é educar conforme seus valores e crenças. E mesmo tendo esse cuidado em mente, em muitos momentos me pego julgando mesmo que inconscientemente. Acredito que isso é de certa forma natural, porque ao experienciamos o mundo buscamos referências do que consideramos bom e não tão bom assim para incorporar os como valores e exemplos a serem seguidos. O importante é termos em mente sempre o respeito a diversidade e não condenarmos quem pensa ou age diferente de nós. Se estivermos abertos a troca de experiências melhor ainda, pois muitas vezes nos enganamos em julgamentos precipitados e nem percebemos o quanto isso pode machucar ou magoar a outra pessoa. Acho muito corajoso você expor seus sentimentos como você vêm fazendo e sempre que eu sinto vontade compartilho com alguém que se sente como você ou que pode vir a passar pelas mesmas experiências. E, quando chegar a minha hora, com certeza recorrerei ao seu blog para me confortar e pensar que não sou a única a me sentir fragilizada com essas questões. Beijos carinhosos e abraço forte!

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    1. Com certeza, Carol. Meus alunos e a convivência diária com pessoas de diferentes culturas me fizeram (e ainda estão me fazendo) derrubar muitos preconceitos. Estou longe ainda de onde quero chegar, mas estou feliz de aprender a cada dia e dar sempre um passo para a frente. Acho que o mais importante é sempre estipularmos um ideal e irmos atrás dele. Escrever meus sentimentos tem me ajudado a lidar com eles melhor e aprender. Os comentários e emails que recebo também tem me ajudado muito. Obrigada pelo apoio e carinho de sempre. Com você eu aprendi muito mais do que dar aula para adolescentes. Estar longe de todos é difícil, mas com o blog (e fotos e vídeos) tenho me sentido um pouco mais pertinho. Bjinhos =)

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