quarta-feira, 31 de agosto de 2016

MÉTODO PARA DORMIR

Sabemos que existem vários métodos diferentes para fazer o bebê dormir bem. Sem choro, com pouco choro, com um pouco de choro... e, como todo o resto, cada família acha o método que é melhor para ela. 

Também sabemos que bebês choram, afinal é a única forma com que eles sabem se comunicar. Eles choram quando estão com fome, frio, calor, sono, dor... e cada choro é diferente. 

Depois de ler vários métodos, achei um que batia (não 100%, mas quase) com a forma como eu fui criada e com o que eu penso. Não passarei aqui todo o método (não seria justo com a pessoa que o criou), nem o livro (não estou ganhando para fazer propaganda! hahahaha mas caso alguém tenha interesse, fale comigo), mas passarei algumas dicas. 

Eu achei esse livro por acaso, mas também já li essas dicas em outros lugares, como no What To Expect. A ideia básica é que o bebê precisa aprender a dormir sozinho, assim, quando ele acordar durante a noite, voltará a dormir sem precisar que alguém faça a mesma rotina com a qual ele está acostumado (seja ninar no colo, balançar, cantar, amamentar, dar mamadeira...). Isso porque o bebê não entende que, para dormir, basta fechar os olhos (nem sempre, né, mas vocês entendem a ideia). 

O primeiro passo foi o Leo ir para o quarto dele. Sinto muita falta dele ao meu lado a noite toda, mas confesso que passei a dormir melhor. Além de eu acordar com qualquer barulhinho que ele fazia, muitas vezes eu ficava simplesmente olhando ele enquanto ele dormia. Sério, a gente pode gastar horas olhando para o nosso bebê dormindo. Acordado também. =P

Quando ele era recém nascido eu o colocava no berço depois de uns 10 minutos que ele já tinha dormido, com o maior cuidado do mundo para ele não acordar. Eu ia descendo beeeeem devagarzinho, sem mexer os braços, o apoiava no colchão e ia tirando meus braços aos poucos. Mesmo depois de já não estar encostando dele, eu me levantava em etapas, quase sem respirar e rezando muito. Lembro das milhões de vezes que ele acordou e começou a chorar... eu quase começava a chorar junto!

Depois de um tempo comecei a colocá-lo no berço sonolento, mas não dormindo. Ficava lá com ele conversando, fazendo os barulhos que todo mundo conhece bem shh shh shh, contando histórias, cantando... isso facilitou minha vida um pouco mais.

Já esse método diz para colocarmos o bebê no berço acordado. Isso mesmo, acordado. Minha nossa, o primeiro dia foi difícil. Ele não dormiu, eu não dormi. Para ser honesta, eu dormi 20 minutos no carpete do quarto dele. 

No segundo dia, ele dormiu 8 horas. Maravilha, se acostumou com o quarto novo e com a mãe não estar ao lado. No terceiro dia ele dormiu 10 horas. D-E-Z H-O-R-A-S! Vocês não tem a menor noção da minha felicidade quando eu olhei o relógio. 

Infelizmente isso não acontece todas as noites. Às vezes ele acorda antes, às vezes é difícil ele voltar a dormir logo. Mas muitas vezes ele dorme 10 ou 11 horas direto. E essa não é a única vitória. Eu não passo horas tentando fazê-lo dormir, inclusive as sonecas. Diferentemente da rotina para dormir, ele não tem horário certo para as sonecas (mas depois de um tempo o próprio bebê acaba criando uma rotina e acaba adormecendo mais ou menos no mesmo horário todos os dias), então eu não simplesmente o coloco acordado no berço e saio do quarto. Eu não fico ninando ele, mas espero ele estar adormecendo (seja no tapete, na cadeirinha, no carrinho...) e o coloco no berço. O mais comum é ele começar a chorar e simplesmente adormecer sozinho. Às vezes ele precisa do "dedo mágico da mamãe". Vejam o vídeo bônus de hoje! <3

*1 - Para quem está pensando "mas ele passa esse tempo todo sem mamar?", sim, ele não mama mais durante a noite. Mas ele está recebendo tudo o que precisa durante o dia, está 100% saudável, continua mais comprido e mais pesado do que a média para a idade dele e continua tendo o melhor riso do mundo!
*2 - Durante a noite ele não dorme com jaqueta com gorro, nem com cobertor. Eu sigo todas as dicas do http://www.sidsandkids.org/. =)


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A SÍNDROME DO ACORDAR 1 HORA ANTES

Bateu uma saudade de gravar vídeo e sentir que estou conversando com vocês! Também bateu uma saudade imensa dos meus alunos... =)

Gente, por favor, não estou falando para ninguém passar a amamentar de 4 em 4 horas. Conversem sempre com o pediatra! Cada bebê é um bebê! <3


E não deu para colocar um vídeo dele! Então ficaremos com uma foto mesmo. 

Oi, gente! <3


Beijos ^^

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MENOS JULGAMENTO, MAIS TROCA DE EXPERIÊNCIAS E IDEIAS!

Passando pelo Facebook vejo um vídeo do bebê de uma conhecida. Na hora penso "ah, que fofo, vamos ver!" e, depois de 2 segundos de vídeo penso "nossa, ele está com um garfo na mão, que perigo!". Foi então que eu resolvi ler a legenda do vídeo. "Esse é um garfo especialmente feito para bebês e não oferece perigo algum". É... ela já sabia que seria julgada.

Quem nunca julgou uma mãe, mesmo que inocentemente e sem querer realmente julgá-la? 

Pessoas sem filhos julgando pais existem de monte. Até aí é só pensarmos "espera você ter um filho". O problema é quando uma mãe julga a outra. 

Toda mãe sabe o quão cansativo é ter um filho. Toda mãe sabe o que é usar uma chupeta ou uma televisão para conseguir alguns minutinhos de silêncio e poder descansar e respirar um pouco. E toda mãe sabe o que é ser julgada. 

Como escrevi no último post, comecei a ouvir diversas opiniões diferentes sobre como eu deveria criar o meu bebê. Algumas pessoas falando que eu estava certa no que eu estava fazendo, outras pessoas falando que eu deveria fazer de outra forma. Isso acabou me deixando nervosa e achando que eu estava fazendo tudo errado, que eu não era uma boa mãe.

Agora que estou me sentindo um pouco melhor, já consigo falar para mim mesma que a melhor coisa é eu seguir a minha intuição e fazer sempre o meu melhor. 

Mães, ao invés de julgarmos umas às outras, que tal nos unirmos? Só nós sabemos a dificuldade e a delícia que é ser mãe. Cada mãe sabe o que é melhor para o seu filho, mas é possível desabafarmos, trocarmos experiências e dividirmos ideias. Sem julgamento. Cada um é cada um. Eu não sou uma mãe perfeita e nem conseguirei ser. Errarei, acertarei e criarei meus filhos do jeito que eu (e meu marido) acho certo. E isso é válido para todas as outras mães.

A lição de casa que o meu terapeuta passou essa semana foi escrever 3 coisas por dia que eu fiz que me fazem ser uma boa mãe. Convido todas as mamães a fazerem esse exercício. Nós merecemos! 

Sintam o meu abraço. ^^

No bônus de hoje... meu nadador! <3


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

OS SINAIS QUE ME MOSTRARAM QUE A DEPRESSÃO ESTAVA DE VOLTA

Foi depois de uma briga entre eu e o meu marido (na qual eu deixei o Leo chorando - sem correr perigo nenhum, deitado no berço ao meu lado - afim de provar um ponto, e não consegui acalmá-lo) que percebi que eu precisava ir atrás de ajuda novamente. Sem saber direito onde procurar, deixei meu bebê com a minha sogra (e mamadeiras na geladeira) e fui para o hospital onde ele nasceu. 

Comecei a falar o que eu precisava para a recepcionista e me vi em prantos no meio da recepção. Esse dia foi um tanto quanto nublado para mim, me senti totalmente sem forças... e o que posso dizer é que minhas pernas me levaram para lá sozinhas. Estou certa de que algum ponto do meu cérebro as mandou para lá pensando no bem do meu filho. Só sei que conversei com uma enfermeira que me deu algum remédio para eu me acalmar, dormi meia hora e depois passei algumas horas conversando com uma assistente social fofíssima. Ela montou um plano de ação e me ligou uma vez por semana até semana passada para fazer um acompanhamento (e só teve que parar porque entrou em licença maternidade).

Resultado até então: conversei com algumas (poucas) pessoas, fui ao médico fazer um checkup (tudo ok!), voltei a fazer terapia (só parei porque entrei em licença maternidade, 1 mês depois foi a vez da minha terapeuta) e estou atualizando o blog novamente. Estou me sentindo um pouco melhor.

Os sinais que me fizeram perceber que a depressão estava de volta:

- Isolamento. Não sentia a menor vontade de conversar com ninguém. N-I-N-G-U-É-M.
- Choro choro e mais choro.
- Autoestima mais do que baixa.
- O reconhecimento dos tipos de choro do meu filho sumiu.
- A habilidade de acalmá-lo também sumiu.
- O pânico que eu entrei por não saber o que fazer com o meu bebê depois de ouvir tantas opiniões diferentes sobre o que eu deveria fazer e como eu deveria estar criando ele.
- Insônia.
- O sentimento de que o melhor para todos seria eu não estar mais presente.

Posso dizer que eu não fui atrás de ajuda conscientemente. Meu corpo me levou. Gosto de pensar que ele encontrou alguma força para fazer o que tinha que ser feito pelo Leo. E sou muito agradecida por ter conseguido me levantar. Não tenho palavras para agradecer a Naomi (a assistente social), minha mãe, meu marido, Ben (o terapeuta), as amigas com quem conversei que estão passando por tempos difíceis também e, a pessoinha mais especial do mundo, Leo, eu não teria forças se não fosse por ele. 

A pessoa que sofre de depressão sente que não tem forças para continuar, pode acabar sentindo que o melhor para todos é ela não existir. É importantíssimo que pessoas ao redor percebam sinais de que algo está errado e tentem ajudá-la. E, se você é essa pessoa, PROCURE AJUDA. VOCÊ tem que se levantar, mas uma mão para te ajudar pode ser o que fará toda a diferença. Se quiser, envie um email para babykoalinha@gmail.com. Adorarei conversar com você. =)