quinta-feira, 17 de março de 2016

NÃO BANQUE A MULHER MARAVILHA

Bom, depois de dois vídeos gravados sem êxito, desisti e resolvi escrever. Sorry, gente, eu tentei! Agora fica pra próxima...

Já que não tem vídeo, vai uma foto!

Estou aqui, sem maquiagem e com uma espinha enorme no rosto (o terceiro trimestre veio pra me relembrar do primeiro!) pra mostrar que, apesar de eu ter melhorado muito do começo da gravidez pra cá, nem tudo são flores. 

O blog, o apoio de vocês, as conversas todas, a terapia e o descanso me ajudaram a melhorar MUITO e eu passei a sorrir e postar mais coisas positivas. E isso tem sido maravilhoso! =)

O problema é que eu sempre fui uma pessoa agitada, a ponto de não conseguir ficar sentada quieta assistindo TV por exemplo. Eu preciso estar sempre fazendo alguma coisa. Então eu criei o hábito de assistir seriados enquanto faço a unha, artesanato, o almoço, lavo a louça, passo a roupa... e por conta de todo o parto natural, eu quis ficar 100% ativa para ficar saudável e com o corpo forte para aguentar essa experiência toda. 

Há um tempinho meu marido e minha mãe vem dizendo pra eu diminuir o ritmo, tomar cuidado, afinal estou no último mês da gestação (e sempre tive meu lindo problema na coluna), mas eu simplesmente não consegui. A ideia de ficar sem trabalhar, ficar em casa o dia todo sem cuidar da casa, repousando tranquilamente me faz me sentir uma inútil. 

Assim como eu comecei a ter minhas crises com todas as mudanças que eu passei ao mesmo tempo no primeiro trimestre do ano passado, muitas coisas estão acontecendo agora: menos de 1 mês para a data prevista para o nascimento, minha mãe chega amanhã aqui, a síndrome do ninho (aquela que aparece no terceiro trimestre da gravidez, onde a mãe sente que precisa sair arrumando e limpando tudo para a chegada do bebê)... pra uma pessoa inquieta por natureza, isso é só uma ajudinha pra uma crise de ansiedade surgir! 

Na segunda-feira eu saí para fazer as últimas compras pra chegada da minha mãe. Peguei meu carrinho de compras, minha cinta suporte pra coluna, minha garrafa de água, meu lanchinho e fui andando, tranquilamente até a city (não ouvindo marido e mãe). Quando eu voltei pra casa já estava sentindo minha coluna, mas a síndrome do ninho falou mais alto. Peguei minha bola de ginástica, sentei e comecei a limpar as persianas (que estavam - ainda estão - me deixando maluquinha!), mas aguentei só metade da primeira. A dor tomou conta de mim e eu fui direto pra cama. No dia seguinte eu fui pro hospital porque tinha um exame marcado e o médico também me mandou diminuir o ritmo, repousar mais e sempre ouvir o meu corpo. 

Já que não foi por bem, meu corpo resolveu me obrigar a repousar. Apesar disso eu estou aproveitando o momento para, ao invés de deixar a crise tomar conta de mim, treinar as minhas técnicas de respiração - relaxamento - meditação. Eu ainda sinto uma pontinha de inutilidade, mas estou confiante que tudo isso valerá a pena.

Obrigada por todo o apoio, mensagens e carinho! Só estou onde estou hoje por causa de vocês. O sentimento de felicidade, ansiedade boa e confiança para o parto estão muito maiores do que qualquer desconforto na coluna (e nos quadris, na pelve...)! E, além de respeitar mais ainda as donas de casa, agora também respeito muito mais qualquer mãe. Desenvolver e carregar um ser humano é o trabalho mais difícil que eu já tive na vida!

5 comentários:

  1. Aaaaaaaaaaaai Théee!!!
    É a Carol MInucci da facul, to escrevendo do email do meu marido...rs
    Adoro seus posts...
    Ser mãe não é nada fácil...
    Coluna, azias, angústias...
    Que bom sua mãe estar chegando. A presença dela é essencial para esse finalzinho de gravidez e para o início da maternidade...
    Que seu baby koalinha venha com muita saúde, calminho, traga muita paz...
    Beijoooooooooooos



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    1. Muito obrigada, Carol. Seus comentários sempre me motivam muito, você me entende! E a Fefê é uma fofurinha...
      Bjinho

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. The, já deu tudo certo. Fica tranquila que a melhor parte de você está chegando. Este será o seu melhor momento, acredite!!! Não fique ouvindo as experiências das outras pessoas isso só te trará mais medos e cada um é cada um, as experiências não se repetem, pode ter sido fácil pra uns difícil pra outros, o que importa??? Assim que tudo passar e você estiver com ele nos braços você não trocará estes momentos com seu baby por nada que exista neste universo. Uma linda hora pra vocês.

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    1. Obrigada, querida, tenho certeza que assim que eu pegá-lo eu esquecerei todos os medos e dores que passei e eu sentirei o maior amor do mundo. E nossa, como eu fico babando no Otto, ele é outra fofurinha!

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