Eu sempre fui uma pessoa fechada. Sou ótima ouvinte, o que me faz ser a psicóloga até do desconhecido no elevador, mas na hora de me abrir... abrir de verdade, confessar fraquezas e dores, esquece. Minha mãe e meu marido são os que sabem mais sobre o que estou passando, mas os meus maiores medos e tristezas eu guardo em qualquer cantinho que eu tenha dentro de mim mesma, pra ninguém conseguir chegar perto. Mas agora tudo mudou, agora eu tenho uma pessoinha dentro de mim que tem acesso à todos esses sentimentos, mas ao invés de entendê-los e me confortar, essa pessoinha pode acabar sendo prejudicada.
A culpa (olha ela aí de novo) de correr o risco de machucar o meu bebê foi o que me fez ir atrás de descobrir o que estava acontecendo comigo e pedir ajuda. Eu sou extremamente orgulhosa e minha vida inteira eu fui o tipo de pessoa que jamais demonstra precisar de ajuda. Isso, pra mim, era sinal de fraqueza e eu tinha que ser a pessoa mais forte do mundo. Felizmente eu fiz a escolha a certa e admitir a doença e a necessidade de ajuda está sendo bom.
Não irei falar somente sobre a depressão na gravidez, também contarei toda a jornada de adaptação na minha nova cidade, como funciona o sistema público e toda a gravidez/parto aqui do outro lado do mundo e também sobre mim.
Cheers, mate! =]
Tudo ficará bem! Estaremos aqui para você!
ResponderExcluirObrigada, querido! É muito bom (e importante) eu sentir isso =)
ExcluirAmora imagino como tem sido, estamos no mesmo barco viu, precisar estou aqui é só gritar. Apesar da distância, pode chamar que a pseudo-Manauara aqui da uma força do jeito que der. Saudades amora e sucesso... vou acompanhar de pertinho!
ResponderExcluircade maaais post?
ResponderExcluirDone! Eles virão 1x por semana... =]
Excluir